Quais doenças podem ser diagnosticadas pelo exame oftalmológico?

Quais doenças podem ser diagnosticadas pelo exame oftalmológico?

Quais doenças podem ser diagnosticadas pelo exame oftalmológico?

Você sabia que a partir do exame oftalmológico você pode diagnosticar problemas não relacionados à visão? Diabetes, hipertensão arterial, esclerose múltipla, artrite reumatoide, entre outras, podem ser diagnosticados precocemente pelo seu oftalmologista

Exames oftalmológicos de rotina podem auxiliar no diagnóstico precoce de uma variedade de doenças

Quando pensamos no oftalmologista, fazemos a associação direta deste médico com a saúde da visão, obviamente. O que nem todo mundo sabe que que o oftalmologista pode, na consulta de rotina, observar sinais indicativos de uma variedade de doenças não diretamente relacionadas com a saúde dos olhos.

Nossos olhos são estruturas incrivelmente complexas e que respondem de diferentes maneiras a alterações em nossa saúde, por isso o exame oftalmológico precisa ser encarado como algo mais do que rotina para “ajustar o grau dos óculos”. Assim, não ache que seu oftalmologista ficou doido se depois de um exame oftalmológico de rotina ele recomendar que você consulte um cardiologista, endocrinologia, reumatologista ou outro especialista.

Diabetes

O diabetes é a incapacidade de controle da concentração de glicose na circulação sanguínea e níveis cronicamente elevados de glicose circulante podem ser gravemente danosos para o corpo e uma das áreas afetadas com mais frequência é a retina, o fundo dos olhos responsável pela percepção da luz.

A retinopatia diabética costuma não apresentar sintomas em seus estágios iniciais, mas o exame de fundo de olho pode determinar a existência de alterações na estrutura da retina que são indicativos da doença, especialmente seus vasos sanguíneos.

Havendo sinais indicativos de diabetes, seu médico irá fazer o encaminhamento para um endocrinologista para uma avaliação mais detalhada e exames complementares para o diagnóstico final.

Hipertensão arterial

Outra alteração sistêmica com reflexo na estrutura dos olhos é a hipertensão arterial (a pressão alta). O aumento crônico da pressão arterial pode levar ao desenvolvimento de alterações vasculares na retina. Modificações do tipo espessamento das paredes vasculares, diminuição do calibre interno dos vasos, inchaço e pequenos pontos de sangramento na retina podem ser indicativos de hipertensão arterial.

Assim como acontece no caso do paciente diabético, o paciente hipertenso tem risco aumentado de desenvolvimento de um quadro de retinopatia hipertensiva, por isso a visita anual ao oftalmologista é tão importante, especialmente em pessoas com histórico familiar de doença cardiovascular e a partir dos 40 anos.

Artrite reumatoide

Doenças de origem autoimune podem afetar múltiplos órgãos e sistemas e nossos olhos podem apresentar sinais que auxiliam no diagnóstico.

Mais conhecida pelas alterações nas articulações, a pacientes com artrite reumatoide podem apresentar olhos secos e um tipo de inflamação ocular conhecida como uveíte, que acomete a íris, a retina e o nervo óptico. Nestes casos é de extrema importância que o paciente fique atento a modificações no campo visual, especialmente o surgimento de pontos escuros com o movimento dos olhos ou da cabeça. Caso isso aconteça, deve-se buscar ajuda imediatamente.

Além disso, pacientes já diagnosticados com artrite reumatoide precisam de cuidados extras com a visão, com visitas regulares a períodos mais curtos que as outras pessoas. Recomenda-se a cada seis meses.

Esclerose múltipla

Setenta e cinco por cento dos pacientes com esclerose múltipla apresentam manifestações neuro-oftálmicas, com alterações no campo visual. A neurite óptica pode ser o primeiro sintoma de esclerose múltipla em até 25% das pessoas acometidas pela doença.

Alguns pacientes reportam a percepção das imagens como se o mundo estivesse vibrando ou chacoalhando. Também há relatos de visão dupla, embaçada e estrabismo.

Quando devo consultar um oftalmologista?

A rotina de consultas oftalmológicas vai depender de cada um. Se você não tem nenhuma queixa de alteração na visão, dor ou irritação nos olhos, se não tem nenhuma doença crônica diagnosticada e tem menos de 40 anos, uma visita a cada três anos é suficiente.

Por outro lado, se você tem histórico familiar de doenças que podem afetar a visão ou possui algum outro fator de risco, pode ser que seja necessário encurtar este intervalo para um ano, em alguns casos, seis meses.

A melhor forma de saber como se prevenir contra riscos de doenças oftálmicas é com uma consulta com um especialista. Se você precisa de um check up de rotina ou se tem alguma queixa, podemos ajudar. Clique aqui e agende sua consulta.

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